Nos dias 29 de março e 5 e 12 de abril de 2014, tive a oportunidade de ministrar o Twitter para Jornalistas, um curso de extensão de 12 horas oferecido no campus da Unisinos em Porto Alegre. Nesses três encontros procurei compartilhar com os alunos a ideia de que o Twitter pode ser, para os jornalistas, muito mais do que uma rede social. Se bem utilizado, ele pode se transformar em uma central de informações, um hub para fontes, um termômetro da realidade. A partir do domínio de algumas técnicas e do uso de algumas ferramentas que orbitam o mundo do Twitter, é possível transformá-lo em um pilar robusto da atividade jornalística.

Ou seja, para jornalistas, o Twitter é o lugar para se estar.

Por isso decidi compartilhar com vocês, leitores do Farol Jornalismo, alguns dos recursos que foram apresentados / discutidos em aula. Não se trata de reproduzir o curso em um post, mas sim de sistematizar o material trabalhado. Reunindo vídeos, textos e links (muitos deles já publicados aqui no blog individualmente), o conteúdo como um todo ganha força, assim como o laço da ferramenta com a nossa profissão. É como se olhássemos o curso de fora, como um todo. Fica mais fácil entender como o Twitter pode ser não só útil, mas talvez imprescindível para jornalistas hoje – principalmente para quem trabalha com hard news.

Esses foram alguns dos tópicos abordados no curso:

  • História e números do Twitter
  • Twitter e jornalismo
  • Twitter e breaking news
  • Explorando o Twitter na web
  • Ferramentas úteis para o uso jornalístico do Twitter
  • Explorando o TweetDeck
  • Geolocalização
  • Parâmetros de busca avançada
  • Entrevistas com profissionais que usam o Twitter

Tudo explicado, segue o conteúdo.

Pra começar, um vídeo sobre a história do Twitter produzido pelo Mashable.

Em seguida, dois links com números do Twitter.

  1. Página do About do Twitter, que mostra alguns números da empresa.
  2. Em 2013, o Twitter foi a rede social que mais cresceu.

E um gráfico da We Are Social com os usuários ativos das plataformas sociais em janeiro de 2014.

Usuários ativos por plataformas sociais em janeiro de 2014

Usuários ativos por plataformas sociais em janeiro de 2014

O interessante nesse gráfico são os nomes que aparecem em segundo e terceiro lugar – duas redes sociais chinesas. Chama atenção também o grande número de usuários do Whatsapp, que faz pouco foi comprado pelo Facebook.

O Twitter aparece atrás inclusive do LinkedIn, com “apenas” 232 milhões de usuários ativos. Mas observar esse comparativo sem levar em conta outras informações não é o suficiente para entender o estado atual do Twitter. Afinal, com oito anos de idade, ele parece estar mais maduro do que antiquado, como mostra este artigo.

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O começo deste vídeo de uma conferência TED apresentada Londres, em 2012, pelo jornalista Markham Nolan mostra como o Twitter é uma ferramenta essencial para coberturas em tempo real.

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Dois assuntos permearam o curso.

Primeiro, saber como um jornalista pode usar o Twitter a seu favor. Isso implica não só dominar técnicas e desenvolver rotinas, mas também construir um perfil equilibrado entre vida pessoal e profissional. Além disso, ficar atento às discussões sobre a evolução da ferramenta, principalmente quanto ao seu uso como um serviço com potencial para melhorar o cotidiano das pessoas e, às vezes, até salvar vidas. Segundo, usar um cliente como o TweetDeck para gerenciar sua(s) conta(s).

Dois links de textos publicados no Farol Jornalismo que abordam esses dois assuntos:

  1. Twitter e jornalismo: reflexões e práticas.
  2. TweetDeck para jornalistas: o que você precisa saber.

Ainda sobre práticas, rotinas e potencialidades do Twitter dentro do jornalismo, entrevistei quatro colegas de profissão especialmente para o curso. Todos são heavy users da ferramenta e deram uma boa ideia de como ela pode ser aplicada à nossa profissão em diferentes aspectos.

Confira abaixo.

Luís Felipe dos Santos, editor de capa do portal de notícias Terra. (transcrição da entrevista)

Lucas Rohãn, assessor de imprensa do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro. (transcrição da entrevista)

Melissa Becker, jornalista freelancer baseada em Birmingham, Reino Unido. (transcrição da entrevista)

Mariana Paniz, jornalista à frente do projeto multimídia Trânsito 24 Horas, do Grupo RBS em Santa Cataria. (transcrição da entrevista)

 

Vistas as entrevistas, vamos adiante.

Dois dos maiores desafios para o jornalista que usa o Twitter é saber gerenciar um grande número de informações e eliminar incertezas em relação a essas mesmas informações. Ou seja, primeiro é preciso controlar o caos; depois, saber se podemos confiar nos dados aos quais temos acesso. Algumas ferramentas e/ou serviços ajudam bastante na hora de fazer isso.

Na lista abaixo selecionei alguns recursos que considero úteis.

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Como eu disse antes, para entender como o Twitter pode ser útil para o jornalismo significa ficar atento à evolução dele como rede social e como ferramenta de comunicação disponível ao público. Isso foi bastante discutido em aula a partir de notícias e artigos recentes.

Abaixo, alguns links que serviram de subsídio para as discussões.

Além de discutir, colocamos bastante a mão na massa. Começamos com o básico (configurar e personalizar o perfil) e caminhamos devagar até um uso mais avançado, sempre tentando enxergar o que o Twitter nos oferece para atender nossas necessidades profissionais.

Nesse sentido, sempre bato na tecla das listas (com o auxílio do TweetDeck, claro). Criar, manter e assinar listas é uma das melhores maneiras de manter as informações sob controle. Outro recurso massa é a busca avançada. Saber como utilizá-la, usando a criatividade para fazer as perguntas certas ao Twitter pode melhorar muito uma cobertura jornalística. E há ainda as timelines customizadas (custom timelines), uma possibilidade que o Twitter lançou recentemente, muito boa para criar pequenas narrativas ou separar tweets em meio a um grande fluxo de informações.

Abaixo, alguns exemplos do que foi produzido durante o curso.

Cássio Pereira criou uma lista de jornalistas e veículos da cidade de Montenegro, onde mora.


Estreiante no Twitter, Daniela Flores selecionou algumas emissoras de rádio.


Já Stéphany Franco preferiu assinar uma lista de colunistas criada pela Zero.


Também praticamos custom timelines, como a do Gabriel Reis sobre caos no trânsito em Porto Alegre com a chuva que caiu na cidade no dia 11 de abril, uma sexta-feira.


Outro exemplo de exercícios praticados no curso aparece na imagem abaixo: uma coluna inserida no TweetDeck com uma busca feita usando parâmetros avançados.

Coluna com uma busca avançada no TweetDeck

Coluna com uma busca avançada no TweetDeck

É isso.

🙂