Buenas, moçada!

Ia esperar a NFJ#100 para mudar o layout, mas não me aguentei. Até porque não é nada revolucionário. Inseri algumas informações facilitadoras aqui ao lado e mudei a cor dos links. No meio do texto vocês vão notar (não tem como não) um box laranja. Nele estão alguns breves pitacos meus e da Marcela Donini sobre o primeiro dia do congresso da Abraji, que rola em São Paulo até amanhã.

Pois é, nesta semana a NFJ foi enviada da simpática selva de pedra que sempre me acolhe tão bem. Por isso a news chegou cedo hoje. Enquanto vocês leem, estarei por aqui, respirando jornalismo. No mais, em chamas pelo mata mata da Euro, que começa hoje. De coração partido por perder País de Gales vs Irlanda (your defense is terrified) do Norte.


Volt lança novos cursos em SP e Curitiba e serviço de jornalismo de dados

O Volt Data Lab, uma agência especializada em reportagens baseadas em dados, abriu quatro turmas para os cursos de Programação Web para Jornalistas, Jornalismo de Dados e Ferramentas de Visualizações. Serão três edições em São Paulo (os três cursos) e uma em Curitiba (Jornalismo de Dados). As vagas são limitadas e os assinantes da NFJ ganham R$ 40 de desconto.

Em julho, o Volt vai passar a publicar um serviço voltado a pequenas e médias redações. Com menos do valor de um freelancer por mês, sua redação ou ONG terá acesso a, pelo menos, quatro reportagens com assuntos da semana, gráficos de notícias quentes e descontos exclusivos em cursos e projetos sob demanda.

E mais: os assinantes do plano anual que contratarem o serviço em junho receberão gratuitamente uma ferramenta de gráficos com as cores e logo de sua organização customizada pelo Volt. Sua redação poderá produzir seu próprio conteúdo visual.

Para mais sobre o Volt, acessem nossas páginas no Facebook e no Twitter.

Atenciosamente,
Sérgio Spagnuolo


Saiba mais sobre a oferta e assine agora
Vamos lá?

Bueno, como eu havia antecipado, ainda teríamos algum rescaldo do State of the News Media e do Digital News Report, duas das pesquisas sobre jornalismo mais importantes do mundo, e que foram tema da última edição da NFJ. Gostaria de começar com este aqui, sobre o Digital News Report, no European Journalism Observatory. Caroline Lees, editora do site, resume assim o relatório produzido pelo instituto de jornalismo da Reuters:

“O relatório mostra que publishers ao redor do mundo estão enfrentando níveis sem precedentes de disrupção nos modelos de negócios e nos formatos em função de uma combinação da ascensão das plataformas sociais, a mudança para o mobile e o crescimento da rejeição da publicidade online por parte do público.”

Em seguida, ela lista 12 resultados-chave do relatório. Destaco o nono: “a maioria do público prefere ler textos a assistir a vídeos de notícias”. Ela destaca que, embora publishers e plataformas de tecnologia estejam priorizando vídeos por razões comerciais, o relatório encontrou evidências de que grande parte dos consumidores ainda é resistente ao formato: 78% dos que responderam à pesquisa disseram confiar mais no texto. Por quê? Porque é mais rápido e conveniente. Esta matéria do Nieman chama a atenção para o mesmo fato. E destaca o outro motivo pelo qual a audiência tende a preferir textos: a publicidade que vem antes do vídeo é desmotivadora. O Facebook não tá nem aí e prevê que, em cinco anos, o nosso feed vai estar virado em vídeo.

Que coisa. Essas duas realidades, a dificuldade que vídeos de notícias têm para engrenar junto à audiência e postura impositiva das plataformas sociais, com o Facebook sempre tomando a iniciativa, enfiando vídeos goela abaixo da galera, não deixam de representar uma metáfora da relação entre jornalismo e as grandes empresas de tecnologia.

Enfim.

O Journalism.co.uk também publicou um material que vale dar uma conferida. O site britânico estava em um evento em que alguns executivos dos principais veículos do país discutiram os resultados do relatório. Este aqui traz um bom resumo. Os dois primeiros tópicos abordam o crescimento das redes sociais como fonte de notícias, especialmente entre os jovens. Já este link traz uma análise mais consistente. Nic Newman, o autor do texto, destaca que as marcas tradicionais ainda são muito relevantes para a audiência, qualquer que seja o suporte em que o conteúdo é consumido. E que, dentro deste contexto, as marcas nativas digitais funcionam como um complemento.

Agora alguns sobre o State of the News Media. Este aqui, do Media Shift, aponta quatro razões para ser otimista em relação à pesquisa. Os quatro, direto ao ponto: investimento em publicidade digital está crescendo rápido, diversificação e crescimento da mídia pública e sem fins lucrativos, a audiência dos podcasts está subindo, crescimento da circulação de jornais hispânicos de periodicidade semanal.

Tirando a última, que diz respeito ao contexto local dos EUA, as outras três são interessantes. Mas aqui, queria destacar a primeira. Quem leu o relatório ou a news passada sabe que 65% dos quase US$ 60 bilhões investidos em publicidade online em 2015 foram para os cofres de cinco empresas (Facebook, Google, Yahoo, Twitter e Microsoft). O autor do texto, Ben DeJarnettem, conversou com Jesse Holcomb, um dos autores do relatório. Ele disse que “o aumento da simbiose entre plataformas de mídias sociais e news publishers será uma tendência para se observar nos próximos anos.”

O Nieman Lab publicou este material aqui. O lide do texto é um bom resumo da pesquisa e, não por acaso, diz muito sobre as discussões feitas aqui na newsletter recentemente.

“Facebook, Snapchat e outras plataformas sociais dominaram as discussões sobre jornalismo no último ano. Enquanto os publishers voltaram seus esforços a plataformas como Facebook Live, Instant Articles e Snapchat Discover para chegar a novas audiências, eles também demonstraram preocupação com a mudança nos modelos de receita e a ameaça imposta pelas plataformas aos seus negócios.”

Na sequência, o Nieman destaca a queda na circulação e na receita dos jornais e no aumento da publicidade mobile, que já representa metade do total investido no digital.

Ok, chega de relatórios e pesquisas. Vamos mudar de assunto.


Antes de seguirmos a programação normal da NFJ, gostaríamos, eu e a Marcela Donini, de fazer rápidos comentários sobre o que vimos no primeiro dia do 11º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Abraji, que tá rolando em São Paulo de quinta até amanhã. Na manhã de ontem, eu assisti à mesa “Novas tecnologias de apuração e difusão”, com o Bernardo Brandão, da DGBB, Fábio Gusmão, do Extra, e Luis Fernando Bovo, do Estadão. Enquanto Brandão falou de um produto específico de informações em primeira mão que a empresa de assessoria de imprensa em que ele é sócio-diretor desenvolveu, Gusmão e Bovo falaram sobre a experiência dos seus respectivos jornais com o WhatsApp.

Foi interessante observar na narrativa de ambos as maravilhas e as agruras do uso jornalístico dessa ferramenta de comunicação. De um lado, o esforço para driblar limitações técnicas e o fato de estarmos na mão de gigantes de tecnologia que podem bloquear o serviço a qualquer momento (a primeira frase de Gusmão foi “o WhatsApp um dia vai acabar, e o que vai ficar somos nós”). De outro, um princípio de tomada de consciência do jornalismo em relação à necessidade de trabalhar junto do público – algo que as empresas de tecnologia entenderam muito bem.

Nesse sentido, a experiência do Extra é um exemplo a ser observado. A ideia que começou em 2013 como uma forma alternativa de distribuição de notícias hoje se transformou em uma rede de contatos de 72 mil pessoas dispostas a colaborar com o jornal. Uma gigantesca lista que contém não só os números dos telefones das pessoas (o nosso DNA, segundo Gusmão), mas também seus dados básicos e sua localização geográfica, o que permite à publicação fluminense acionar determinados segmentos da população quando necessário, seja para informar sobre alguma coisa, seja para apurar outra. Jornalismo hiperlocal (e também global, pois a lista tem gente de várias partes do país e do mundo) feito junto com as pessoas.

Meu comentário termina aqui. Agora, o da Marcela:

Toda conversa sobre tendência em jornalismo, em algum momento, chega ao comentário de que a essência do nosso trabalho não muda: apurar com rigor e contar boas histórias. Caco Barcellos insistiu nisso durante o painel que celebrou os 10 anos do Profissão Repórter, seu programa na TV Globo.

Diante de um público majoritariamente de estudantes, Caco deu dicas valiosas para quem está começando. Para ele, um repórter deve sempre identificar-se como tal e nunca deve roubar a cena em uma matéria. E fugir de virar porta-voz de autoridade, preferindo a voz das ruas do que a dos gabinetes oficiais.

Ao responder uma pergunta sobre como lida com as críticas à Globo, disse que “se orgulha de sua trajetória” e que, “em vez de criticarem seu trabalho, as pessoas deveriam tentar fazer melhor”, ressaltando que as redes sociais estão aí para democratizar a mídia. Achei simplista e desnecessário. Primeiro porque não estavam questionando seu trabalho, segundo porque sugerir que qualquer um com acesso à rede tem o mesmo poder que a rede Globo chega a ser infantil.

Durante a tarde, assisti à mesa que discutiu novas formas de cobrir educação e lançou a Jeduca – Associação de Jornalistas de Educação. Por quase 5 anos, colaborei com a editoria de educação do Terra pela Cartola, agência de conteúdo em que trabalhei até janeiro. Por mais relevante que o tema seja, minha impressão é de que ele sempre foi neglicenciado pelas redações, o que descobri ser uma observação comum entre os colegas da área.

A ideia da associação é dar suporte aos setoristas para que as pautas consigam ir além da cobertura atual, tão presa a fontes governamentais e ONGs, importantes mas nem sempre suficientes. Cursos de capacitação também serão oferecidos, a profissionais e estudantes, inclusive com foco em dados, mais uma alternativa ao jornalismo declaratório. Só posso desejar vida longa à iniciativa – aliás, a adesão será gratuita até setembro.

P.S.: Na mesa que acompanhou o lançamento, Daniel Cara, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, deu, sem querer, uma boa resposta ao comentário de Caco Barcellos sobre a democratização da mídia pelas redes sociais: mesmo com cada vez mais força, as redes sociais ainda têm menos poder de agendar o governo do que os grandes veículos, disse.
Alguém discorda?

Marcela Donini


Adiante!

Volta e meia falo que, com uma imprensa interconectada globalmente, o jornalismo local é ainda mais fundamental. Além de ser vital para o funcionamento das sociedades em que atua, ele será a primeira fonte quando alguma notícia local virar assunto nacional e/ou global. Mas, nos últimos tempos, a coisa não anda muito fácil para quem destina seus esforços jornalísticos às comunidades mais próximas. Por isso este texto da Columbia Journalism Review é interessante. Jim Brady faz uma espécie de diagnóstico-manifesto da situação do jornalismo local. Precisamos parar de matá-lo, diz ele. Pensar no que pode ser feito para fazê-lo crescer, e não ficar lamentando sobre o que não é possível fazer.

Ele prega uma revolução no jornalismo local. Segundo Brady, é preciso deixar para trás o que há de vitimização no discurso sobre as dificuldades enfrentadas pelo setor nas últimas décadas. “Para fazer isso, organizações de notícias precisam voltar a focar em coisas que muitos esqueceram durante a jornada: seus clientes e comunidades”.

Para Brady, a bagunça pode ser resumida em cinco tópicos:

  1. Contínua falta de engajamento com o digital;
  2. Modelo de negócios fadado ao fracasso;
  3. Experiência do usuário é brutal;
  4. Falta de um profundo compromisso com a audiência;
  5. Cultura de redação ultrapassada.

Ele diz que esses cinco fatores combinados culminaram em uma estratégia de crescimento dependente do pageview, o que, consequentemente, exigiu um grande volume de tráfego e transformou os sites em um amontoado de anúncios. O que, por sua vez, afastou os veículos locais da audiência local. Além disso, fez catapultar o uso de ad-blocks. A resposta: os sites estão punindo quem usa esse tipo de recurso.

Tudo errado, segundo Brady:

“Mas será que a filosofia ‘eles vão ver só’ funciona em um mundo em que há centenas de sites de notícias que não cometem os mesmos erros em relação a experiência do usuário? E não caia nem por um segundo na armadilha ‘mas nós somos o único site que possui essa informação’. Essa filosofia funciona apenas se a informação é indispensável para a sua audiência. A maioria dos sites locais não possuem mais o tipo de jornalismo capaz de sustentar um modelo de negócio baseado em anúncios”.

Uma das soluções, segundo ele, é apostar na proximidade geográfica para falar diretamente com a audiência por meio de eventos. Ele diz que, em 2015, 84% da receita do Billy Penn, iniciativa local comandada por ele na Pensilvânia, veio de eventos. Mas esses eventos não são, em geral, protagonizados pelo veiculo, como seria previsível pensar. O Billy Penn, nas palavras de Brady, atua como “provocador”, ou organizador. A natureza dos eventos é variada: desde eu um baile de gala até um festival de cinema, passando por uma sessão de homenagens a cidadãos de destaque na cidade.

Apesar de Brady refletir (e apresentar alternativas) sobre o jornalismo local norte-americano, acredito que seja possível aproveitar principalmente o diagnóstico que ele traça. Se não for pra ler agora, sugiro favoritar o texto para ler depois.

Uma rápida entre um texto e outro: este artigo revela que os links que compartilhamos no chat do Facebook estão expostos a qualquer um através de uma requisição via API. Se entendi bem, o acesso é feito via um número que o Facebook dá a cada URL (compartilhada via Messenger e) armazenada nos seus servidores. “Basta” (aspas porque o sujeito precisa ter algum conhecimento de programação) utilizar esse número para obter a URL como resposta. Segundo o autor do texto, ao fazer a requisição, é possível também reconhecer a pessoa que compartilhou o link, pois junto da URL vem o ID do usuário no Facebook.

Em tempos de intolerância, extremismo e filtros bolha, recomendo investir um tempinho neste texto. Maiz Lulkin, o autor do texto, mostra que a formação de bolhas é algo anterior aos algoritmos. E mais complexo, talvez: trata-se de um mecanismo de defesa do próprio indivíduo. Lulkin cita uma experiência realizada pelo neuro-filósofo Jesse Prinz para construir seu argumento. A partir de cenários hipotéticos em que uma pessoa perdia a memória e outra perdia seus valores morais, Prinz perguntou aos participantes em qual deles a pessoa em questão se tornaria outra pessoa. Para os entrevistados, quem perde seus valores morais tem mais chances de se tornar uma pessoa completamente diferente.

O que essa experiência diz? Lulkin diz:

Esta teoria é interessante não apenas para explicar quem nós somos – ou, ao menos, como enxergamos a nós mesmos. Ela nos dá uma explicação importante sobre o motivo de ser tão difícil para nos engajarmos em visões de mundo completamente diferentes da nossa. Nós enfrentamos dificuldades de mudar nossas opiniões não apenas porque não somos razoáveis ou porque não entendemos os argumentos dos outros. Como Prinz define, “não é só desagradável ouvir alguém expor valores dos quais discordamos, isso representa uma ameaça à nossa identidade pessoal'”.

Interessante, não?

Na segunda parte do texto, Lulkin exercita possíveis saídas para esse impasse cognitivo. Ele começa pensando sobre como nós, individualmente, podemos nos tornar mais abertos a “trocas construtivas” e termina tentando delinear uma alternativa para o contexto digital, ou seja, um jeito de melhorar nossas ferramentas e plataformas para que sejamos mais capazes de furar as bolhas. A conclusão não é das mais revolucionárias – me surpreenderia se fosse, na verdade. Para Lulkin, devemos exercitar o método de disputa de pontos de vista, algo que remete aos tempos medievais e que está na base do Direito. Segundo ele, esse método (ainda) não foi adaptado aos tempos de compartilhamento. Ele, então, faz um exercício de imaginação ao transpor o modelo de debate ao meio online: “Se os artigos pudessem ser compartilhados junto de respostas, todos os compartilhamentos em redes sociais poderiam trazer todas as perspectivas da história”.

Não é um texto de mudar a vida, mas vale a pena dar uma conferida.

O Sérgio Lüdtke publicou mais uma parte da pesquisa sobre empreendimentos em jornalismo digital no Brasil. Agora o assunto é financiamento. Os dados apresentados por Lüdtke – que, aliás, vai mediar uma mesa sobre financiamento no congresso da Abraji hoje pela manhã – mostram a busca pela diversificação nas fontes de receita. Os empreendimentos almejam obter recursos de várias frentes, como publicidade, cursos e eventos. No entanto, este é um ideal difícil de se alcançar. “A diversificação da origem de receita exige mais de recursos que já são limitados. Vender conteúdo, criar cursos, promover eventos são atividades que exigem esforços e recursos que muitas iniciativas não dispõem”, escreveu ele. Dá pra ler as outras partes da pesquisa aqui, aqui e aqui.

Mudando de assunto.

Outra rápida antes de seguir: 8 gráficos que explicam a transformação no jornalismo.

Link do First Draft sobre como os jornalistas podem melhorar a cobertura de assuntos relacionados à comunidade transgênero. Já este, do Witness, fala sobre um projeto que está reunindo dados – especialmente vídeos – sobre agressões a transgêneros como uma forma de pressionar as autoridades e a sociedade civil como um todo a debater esse tipo de violência e de discriminação. O material do Witness traz resultados preliminares. Um deles: uma simples busca por “tranny fight” no YouTube retornou mais de 500 vídeos.

Indo para o final.

Sobre podcasts, legal este link do Tow Center sobre um projeto financiado pelo centro da Universidade de Columbia. O mote é o seguinte: os autores da ideia identificaram na dificuldade de compartilhamento de trechos de áudio um gargalo para o crescimento do formato. Então, eles estão desenvolvendo uma solução capaz de analisar um conteúdo de áudio, selecionar um pedaço e convertê-lo em um vídeo formato mp4, para que possa ser compartilhado mais facilmente nas redes. Interessante, não? Aproveitando o gancho, confiram este link do Online Journalism Blog com dicas para gravar o primeiro podcast.

Para finalizar, o seguinte:

“É possível pensar em jornalismo de qualidade e que seja sustentável, para além de como funciona uma empresa jornalística? Como isso pode ser feito? Quem ganharia com isso? Quem estaria conosco nessa? Afinal, isso também não é uma forma inovadora de se ver o jornalismo?”

Essas perguntas são feitas pelo professor da Universidade Federal de Santa Catarina Rogério Christofoletti neste texto publicado no blog dele. Trata-se de uma reflexão sobre o potencial existente na região de Florianópolis para se inovar em jornalismo. Ele se questiona sobre a possibilidade de estabelecer um diálogo com as empresas de tecnologia da região para alavancar o ideal onipresente de empreendedorismo e disrupção. Mas antes das questões que eu destaquei acima, ele faz outras indagações – que poderiam ser resumidas no seguinte questionamento: as empresas de tecnologia estariam mesmo interessadas em jornalismo? Porque, até agora, os exemplos que temos são um tanto predatórios, jornalisticamente falando. Google e Facebook não se importam com o jornalismo, diz Christofoletti, e sim veem nele uma oportunidade de lucrar mais.

Pra fechar: ainda a propósito da prisão do jornalista Matheus Chaparini pela polícia militar gaúcha, confiram este texto do Dairan Paul, mestrando em jornalismo na UFSC.

Feito? Era isso, então.
Até a semana que vem!
Moreno Osório