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Newsletter Farol Jornalismo #107 (02/09/2016)

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Buenas, moçada! Que tal?
Poderia estar melhor, mas beleza.

Vou direto à autopromoção, porque, né: vamos lá, na segunda entraremos na última semana de inscrições para o curso Jornalista 3.0: como criar oportunidade e contar histórias na era digital, uma parceria com a Fronteira. Olhem só que legal este card com uma frase de um aluno da turma do ano passado. 

Vou dizer uma coisa pra vocês: a turma está fechando, ainda temos vagas – mas elas são limitadas. Corram lá. As inscrições vão até sexta que vem. O curso inicia no sábado, dia 10 de setembro.

Ainda não se convenceram: então deem uma lida neste texto publicado por nós. 

Outra autopromoção pode? Pode. LEIAM

esta matéria publicada no Meio&Mensagem sobre o papel dos algoritmos na era digital. 

Fui um dos entrevistados do Isaque Criscuolo, autor do texto. Fiquei feliz e honrado em colaborar com o assunto junto de pesquisadoras que manjam de jornalismo e tecnologia muito mais do que eu, como a Daniela Bertocchi e Elizabeth Saad Corrêa, ambas já citadas aqui na NFJ em algumas oportunidades. Legal mesmo. Enfim, olhem lá

Bueno, vamos lá porque hoje tem história, gurizada. 

Comecemos com aquele índice amigo para dar uma organizada nas ideias.

Vamos começar com o conteúdo da Marcela.

Brilho eterno de um povo sem lembranças
Nas últimas semanas tem-se falado bastante, no Brasil, em direito do esquecimento, que, em resumo, daria aos cidadãos o direito de definir que dados sobre si ele gostaria que fossem removidos da rede. A discussão não é nova, mas tem ganhado mais espaço nos tribunais e na imprensa. Não se trata de um direito reconhecido por aqui, mas, para alguns especialistas, é simplesmente um novo nome para o direito ao bom nome ou à privacidade, só que rebatizado em um novo contexto onde o passado de qualquer pessoa é facilmente rastreável na internet. Assim como o direito à privacidade, o direito ao esquecimento pode entrar em conflito com o direito à informação e, em última instância, à memória e à história de um povo.

Em 2014, a Corte de Justiça da União Europeia determinou que o Google apagasse dos seus resultados dados “inadequados, irrelevantes ou não mais relevantes”, quando solicitado por um cidadão”. Neste ano, o direito ao esquecimento ganhou peso de lei na UE e agora se estende para outros serviços, como redes sociais, e não mais apenas buscadores. Mas “as empresas poderão manter aquelas informações ‘necessárias para propósitos históricos, estatísticos e científicos, para saúde pública ou para exercer o direito de liberdade de expressão'”.

Para contribuir com o debate no Brasil, a ONG Artigo 19 – nome que faz referência ao artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos sobre a liberdade de expressão – lançou um documento, em agosto deste ano, no qual posiciona-se contra o reconhecimento do direito ao esquecimento. Também faz recomendações que, em resumo, visam a proteção do direito à liberdade de expressão em casos em que o “novo direito” seja concedido. Uma das recomendações é que as decisões atinjam apenas os buscadores e não arquivos de notícias, por exemplo, considerados “repositórios da nossa memória coletiva sobre os acontecimentos mundiais”.

Em um país que teve que criar uma Comissão da Verdade para desenterrar, tantos anos depois, crimes cometidos pelo Estado brasileiro e em tempos de guerra acirrada de narrativas políticas, seria muito perigoso definir como fundamental o direito ao esquecimento. Recentemente vimos senador brigar contra buscadores – e perder – e assistimos a projetos de lei avançar nesse sentido – um deles era patrocinado por Eduardo Cunha. Fiquemos de olho. Nesta entrevista recente à Folha de S. Paulo, a advogada colombiana Catalina Botero defende que o tal direito ao esquecimento é usado para censura. Destaco alguns trechos:

“Construir essa figura só no contexto das bases de dados financeiros foi muito difícil e finalmente se chegou a uma doutrina mais ou menos pacífica, mas demorou. Isso, transferido para o jornalismo, onde não é simplesmente o dado financeiro, mas todos os dados de todas as pessoas, sem limites e critérios, apaga a história de um povo.
(…)
Agora, aplicá-la aos intermediários, de qualquer maneira, é perigoso, porque muita gente não entra diretamente no arquivo do jornal. Mas é mais grave ordenar ao jornal que apague seu arquivo digital.
(…)
Eu acredito que o importante é usar as ferramentas clássicas que serviram ao direito, sempre, para resolver os conflitos entre liberdade de expressão e intimidade, entre liberdade de expressão e bom nome, e estendê-las à internet, sem tomar decisões que possam afetar estruturalmente nem a imprensa nem o funcionamento da internet como a conhecemos hoje. É um desafio, que é preciso enfrentar, mas que não se irá resolver com o direito ao esquecimento. É uma categoria ruim para a solução desse desafio.”

Diálogo entre jornalismo e direito
Na manhã desta sexta-feira, participei de um encontro promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) em parceria com o Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) na sede do Grupo RBS, aqui em Porto Alegre, sobre a cobertura de flagrantes, prisões e outros casos penais, com a presença de outros colegas da RBS e professores de outras instituições, além de estudantes de jornalismo.

O projeto Olhar Crítico já promoveu cerca de 15 encontros semelhantes em redações e universidades do eixo Rio-São Paulo e agora passa por outras capitais. No painel de hoje, estavam debatendo os advogados criminalistas Luciano Feldens e Alexandre Wunderlich.

O debate foi interessante, embora tenha havido momentos de “jurisdiquês” intenso que podem ter afastado boa parte da audiência da discussão, em especial os estudantes. Falou-se bastante sobre a publicidade excessiva dos processos penais hoje em dia. Questionado sobre se a divulgação de informações sigilosas vazadas para a imprensa atrapalha um processo, Wunderlich disse que, tecnicamente, não costuma atrapalhar, mas que ele se preocupa com o impacto no pré-julgamento do réu pela sociedade.

Também discutiu-se a cobertura das fases finais dos julgamentos, quando, muitas vezes, o réu acaba absolvido. Para Feldens, não há interesse para o jornalismo em cobrir essa etapa do processo porque não há público interessado. O advogado fez a ressalva de que, às vezes, o próprio réu não quer reviver o caso e prefere ficar afastados dos holofotes mesmo depois de absolvido – o que nos coloca de volta à discussão sobre o direito ao esquecimento.

Bueno, Moreno de novo. Agora sigo até o fim. Bora?

Direto de BsAs
O nosso colega Gabriel Galli andou por Buenos Aires (sdds BsAs) para acompanhar o Media Party e escreveu este texto – CONTRABANDEADO gentilmente para o nosso canal no Medium – sobre a participação de Lauren Rabaino, diretora de produtos editoriais do Vox Media, no evento. Sugiro fortemente a leitura para quem se interessa pelo desafio de se pensar o jornalismo também como produto. O tema da palestra foi como o Vox Media “entende os produtos editoriais como marcas e não como plataformas”, nas palavras de Gabriel. E o que isso significa? Em resumo, que a empresa por trás de veículos como Vox, Re/code e The Verge não está muito preocupada que o consumo do seu conteúdo seja realizado dentro dos seus domínios. O que interessa é que a sua audiência encontre as suas marcas nos locais por onde ela transita. Pode ser no site, mas também pode ser no Facebook, no Instagram, etc. Sobre a relação com os gigantes da tecnologia, Rabaino acha que vale a pena abrir mão de certa autonomia para chegar mais rápido às pessoas.

Mas o mais legal, como o próprio Gabriel destaca, é como o Vox Media pensa no design dos seus produtos para muito além das plataformas ou dos conteúdos. Um trecho: 

“Uma coisa muito bacana que apareceu na palestra foi sobre como eles pensam o design dos produtos sem centralizar em apenas em uma plataforma. […] O Recode, por exemplo, tradicionalmente faz conferências com pessoas importantes de diversas áreas. Além de pensar no avatar das redes sociais, é importante pensar sobre como a marca seria aplicada a um palco ou a uma bolsa dada de brinde a um participante.”

Bom, não? Leiam, então. O Gabriel fez uma boa sistematização das ideias de Rabaino. 

Mark parabeniza Berners-Lee. Oi?
E este texto aqui sobre a treta entre Mark e Berners-Lee, hein? Na real não chega a ser uma TRETA, mas, né, vocês podem imaginar a reação do inventor da internet aberta quando ZUCK felicitou os 25 anos da INTERNET ABERTA e o agradeceu por tê-la criado.

Um trecho do texto assinado por John Naughton:

“Zuckerberg agradece a Berners-Lee por ‘fazer o mundo mais aberto e conectado’. Eu também. Mas o que Zuck omite de maneira conveniente é que ele está à frente de um projeto comercial cujo único objetivo é fazer o mundo mais ‘conectado’, mas menos aberto. O Facebook é o que nós costumávamos chamar de “jardim cercado” e agora chamamos de silo: um espaço controlado no qual as pessoas podem fazer coisas que as agradem enquanto permitem que o Facebook ganhe dinheiro com seus dados. Uma rede para reger a todos. O Facebook é o oposto do que representa a open web.”

Naughton ressalta que a grande característica da open web é ser “permissionless innovation”, ou seja, um lugar onde não é preciso permissão para inovar. Se você tiver uma boa ideia, só precisa de alguma habilidade e um pouco de grana para realizá-la. Foi essa característica que permitiu a Mark criar o Facebook. “E o grande impulso estratégico da sua empresa é persuadir bilhões de futuros usuários de que o Facebook é o único pedaço de internet que eles realmente precisam”. Isn’t it ironic, don’t you think.

E o satélite de Mark, hein, que explodiu?
Vou me aproveitar dos links sobre o assunto reunidos pelo Vox Sentences para fazer um resumo do resumo: lembram do projeto internet.org, o projeto do Facebook que pretende levar internet a regiões desassistidas de conexão? Pois é, a ideia é que isso fosse feito com a ajuda de um satélite, o Amos-6, construído por uma empresa israelense. Só que não rolou. Ontem, o foguete que o colocaria em órbita explodiu durante o lançamento, realizado no cabo Canaveral, na Flórida. Ninguém se feriu, mas o plano de Mark precisou ser adiado. Ele lamentou o ocorrido neste post, publicado durante uma viagem à África para lançar o internet.org. Que ZICA, não é mesmo? Mas fica frio, Mark, VAI DAR. 

Fact-checking em Curitiba
Legal quando o cara vê as coisas dando certo. Em 2015, durante uma semana em Curitiba, conheci o pessoal do Livre.jor, uma iniciativa que surgiu com a proposta de fazer uma cobertura jornalística complementar ao noticiário tradicional, utilizando documentos e fontes oficiais. Aproximadamente um ano depois, recebo um email do Rafael Moro Martins contando que o Livre está fazendo checagem de fatos na cobertura eleitoral na capital paranaense. Os conteúdos estão sendo publicados no site da Gazeta do Povo. Massa.

All the news that’s fit to like
A adaptação ao slogan All the news that’s fit do print do NYT não é minha. É de Amanda Zamora, editora de audiência do Texas Tribune neste texto aqui, publicado no Poynter a propósito dos 10 anos do jornalismo participativo. Olha, a leitura é um tanto longa, mas vale o esforço, recomendo. Zamora faz uma boa reflexão sobre o desafio do jornalismo na era em que todos podemos opinar sobre ABSOLUTAMENTE tudo. O ponto final do argumento dela é afirmar a importância de deixar a seção de comentários aberta nos sites de notícias. Mas isso, no meu entendimento, não é o melhor do texto. Como eu disse, Zamora tem uns insights interessantes a respeito do contexto no qual a polêmica de permitir ou não que a audiência opine está inserida. Uma discussão parecida com a proposta por John Herrman no texto do NYT sugerido na NFJ da semana passada

Em determinado momento do texto, Zamora afirma que as redes sociais – particularmente o Facebook – se tornaram o principal lugar de troca de informações e notícias online. Consequentemente, acabaram se tornando também um lugar fundamental para a construção do discurso público. “Portanto, não surpreende que as organizações de notícias acompanhem suas audiências lá”, escreveu a jornalista. Então, Zamora começa a listar alguns dos acontecimentos que mais mobilizaram a opinião pública (redes sociais) nos EUA nos últimos tempos. Lembram de Diamond Reynolds, a mulher que transmitiu ao vivo, via Facebook, a morte do seu companheiro, baleado pela polícia? Pois é.

Até aí, beleza. 

A questão, diz Zamora, é que, ao seguir a “conversação” da nossa audiência nas redes sociais, talvez estejamos nos afastando demais dos fatos. Confiram o trecho que vem logo na sequência da lista de eventos cuja repercussão nas redes sociais foi muito grande: 

“[…] o nosso entendimento e interpretação a respeito desses eventos tem menos a ver com os fatos, da maneira como o jornalismo os relata, e mais com as conversações online por eles originadas. Essas conversações se transformaram em movimentos, mas também deram origem a um novo tipo de ‘publishers’, que encontraram um jeito de lucrar servindo as audiências com mais daquilo que elas querem ouvir, independentemente dos fatos. O valor factual sentou no banco traseiro de um carro conduzido pelo valor emocional em uma viagem cujo destino final é o aumento de cliques e de receitas.”

Um novo tipo de publisher, que, como vimos semana passada, não está muito preocupado com os fatos, e sim com a conquista de mentes, ou apenas com a grana entrando na conta. Para Zamora, ao escolher fechar as portas dos comentários nos nossos sites, nos afastando, assim, do grande pântano que é administrar as conversações online, estaríamos abrindo mão de um “papel importante para a formação do discurso público”, além de desistir de uma “oportunidade direta e sustentável para estabelecer relações com as audiências”. Ou seja, fechando os comentários, além de abrir mão de um canal possível para engajar as pessoas em torno do nosso conteúdo, automaticamente estamos deixando um lugar vago para “publishers” despreocupados com os fatos ocuparem.

Sobre a semana que passou (I)
Leiam este texto da Ivana Bentes publicado no The Intercept Brasil. Leiam. Trata-se de um artigo definitivo para entender a narrativa midiática que culminou no processo de destituição de Dilma. Narrativa não só da mídia hegemônica, mas também da alternativa e ativista, de ambos os lados do espectro ideológico. Sobre esse segundo aspecto da construção de sentidos, a reflexão de Bentes se aproxima do texto John Herrman sobre o ecossistema midiático que surgiu no Facebook e da discussão que emerge do texto de Zamora, discutido acima. Poderíamos tê-la como uma versão brasileira da mesma análise.

Leiam um trecho: 

“O efeito-mídia também co-produziu um exército dos trolls nas redes, a polarização exacerbada entre direita e esquerda, discursos de ódio, uma direita ostentação que saiu do armário encorajada pela demonização e produziu sua própria mídia: Revoltados On Line, TV Revolta, as páginas do Movimento Brasil Livre (MBL), entre outras se tornaram a caricatura da grande mídia, um espelho amplificado que refletiu a nova cara da direita e que tomou para si as formas de ação, protestos, estratégias de linguagem, memética, que foram durante décadas a marca das esquerdas.”

E outro:

“O golpe produziu essa nova ecologia das mídias, uma guerrilha memética e novas narrativas. Centenas de novas iniciativas de mídia livre em todo o Brasil que estão disputando as redes, as ruas desde as manifestações de 2013. De forma ativa e inédita, a ponto de não mais se distinguirem da própria força das ruas, vimos emergir uma mídia orgânica, quente, afetiva, posicionada, como a Mídia Ninja, Jornalistas Livres, Revista Fórum, blogueiros, YouTubers, artistas ativistas como Gregório Duvivier, entre muitos outros, que expressam uma indissociabilidade entre mídia e ativismo, afetos, produzindo uma mudança de linguagem, em contraste com o ambiente “profissional” e “objetivo”, “asséptico”, das grandes corporações de mídia.”

Leiam o texto na íntegra.

Sobre a semana que passou (II)
Gostaria de indicar dois textos. Eles não repercutem diretamente os últimos acontecimentos desta república latino-americana com tão pouco apreço pela democracia, mas de alguma forma traduzem um momento em que o asco se mistura a uma sensação de torpor e desânimo que quase esgota as nossas forças para mirar o horizonte e seguir em frente. Quase, repito. Porque há de se seguir. Esperar não é saber, já dizia a música. 

O primeiro é “O Brasil me faz perder o sono”, do professor e jornalista Rogerio Cristofoletti.
Um trecho:

“O Brasil me faz perder o sono porque perdemos também o senso de justiça, não confiamos mais no voto direto, na manutenção da vontade popular, nas instituições, na democracia. Desconfiamos da mídia, da isenção do judiciário (de novo, minúsculas), do colega do trabalho, do vizinho, do parente querido, das parcas certezas que cultivávamos.”

O segundo é um desabafo publicado no Face pelo colega Luís Eduardo Gomes, repórter de linha de frente aqui no sul.
Um trecho: 

“Que profissão é essa que tu fala com alguém no telefone e ele diz ter sido torturado, mas a polícia nega, então tu tem que escolher muito bem o que vai colocar na matéria ou não, como se tu tivesse algum direito de fazer essas escolhas e ser o responsável por contar ao mundo o que de fato ocorreu sem nunca ter estado lá?”

Bora seguir?
Então nos joguemos de cabeça no fíndi, que está aí, se oferecendo, todo CHUVOSO e cheio de jogos do US Open, livros para ler, músicas para escutar, filmes para ver, amigos para encontrar e cervejas para tomar. 

Mas antes:

Coisas rápidas

Agora sim. 
Era isso, então.
Bom final de semana e até sexta que vem.
Moreno Osório e Marcela Donini

A NFJ é gratuita e gostaríamos que continuasse assim, mas sua produção dá bastante trabalho. 

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